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A jornada do escritor

Pensei em inúmeras possibilidades para o título do primeiro post para este blog. No final, resolvi usar um termo muito comum a todos que iniciam pelos caminhos da escrita. A jornada do escritor.


Porque é isto mesmo. Este processo é uma jornada. Pelo menos o é para mim. E uma das propostas deste blog é justamente trazer vocês - raríssimos seres que ainda se dedicam a leituras de textos um pouco mais amplos do dez palavras em posts de instagram - para viverem comigo esta jornada.


A primeira coisa a dizer é que não sou escritor. Isto mesmo. Decepcionante eu sei, mas nada mais que a pura verdade. Aprendi há alguns anos com o finado Pepe Mujica, ex-presidente Uruguaio - na minha opinião, um dos homens que mais vale a pena ouvir e ler neste nosso mundo contemporâneo - que não SOMOS nada neste mundo. Pepe, quando ia se apresentar e contar sua história, dizia que nasceu campesino (trabalhar rural no Urugai), lutou a luta armada para defender a liberdade de seu povo, entrou na política, e naquele momento ESTAVA presidente do Uruguai. E finalizava dizendo que dali a alguns anos, como todos os outros seres, seria comida de verme.

Notem que Pepe dizia "ESTOU" presidente. E não "SOU" presidente, como a maioria o faria. Esta simples mudança de verbo traz à tona toda a verdade que "el viejo", ou "o velho" - como era carinhosamente chamado pela maioria da pulação do Uruguai - tinha em seu coração. Ele não se apossava do momento de vida presente. Não criava raizes no cargo ou função. Tinha consciência da transitoriedade das coisas, e do quão fugaz é aquilo que se vive no momento presente. Quando escrevo este texto, conta-se menos de quatro meses que um dos maiores pensadores deste mundo contemporâneo, foi alimentar os vermos com seu próprio corpo.



Já pedindo desculpas pela digressão, explico que falei sobre Pepe para dizer que eu adotei esta postura de vida há algum tempo. Já ESTIVE vendedor de picolés, ESTIVE serventte de pedreiro, ESTIVE contador, ESTIVE executivo do setor varejista brasileiro, e portanto não SOU escritor. ESTOU escritor. E para ser mais sincero ainda, ESTOU APRENDIZ de escritor.


Estou aprendiz primeiro porque ainda não finalizei nenhum livro. E aliás pretendo fazê-lo com sua companhia neste blog. Segundo, porque de fato, qanto mais me embrenho neste mundo literário, quando mais ouso ir além da posição de leitor neste universo dos livros, mais vejo que o quão Aristóteles estava certo ao dizer que "só sei que nada sei".


Isto porque antes de começar a querer ESTAR na condição de aprendiz de escritor, eu jurava que era um bom escritor. Até recebia elogios por alguns textos feitos ao longo da vida. Porém, quando decidi que meu próximo desafio de vida será escrever um romance, logo percebi o quão ignorante sou sobre o assunto.

Após a leitura de alguns livros direcionados a quem está interessado a fazer da escrita um ofício, minhas primeiras impressões é de que o caminho será bem mais longo do que eu imaginava. Bem mais pedregoso, bem mais íngreme, e com toda certeza, demandará muito aprendizado e dedicação.


Na minha opinião, estes adjetivos que usei acima não farão desta jornada um peso e muito menos algo sofrido. Ao contrário, acredito que processos de aprendizado nos conduzem a um lugar sempre melhor e mais alto do que estamos quando o iniciamos.


E finalizo este primeiro post deixando o convite para que você venha comigo, trilhar este caminho, seguir esta jornada, e descobrir como é ESTAR aprendiz de escritor, rumo ao meu primeiro romance, sobre o qual falarei no próximo post.


Saudações...



 
 
 

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